Os sistemas com microinversores vêm sendo amplamente utilizados em instalações fotovoltaicas residenciais e comerciais de pequeno e médio porte, principalmente em aplicações onde se busca maior flexibilidade de instalação, otimização individual da geração e facilidade de expansão futura do sistema.
Diferentemente dos inversores string convencionais, os microinversores operam individualmente ou em pequenos grupos de módulos fotovoltaicos, permitindo que cada painel trabalhe de forma independente. Essa característica reduz significativamente as perdas causadas por sombreamento parcial, diferenças de orientação, inclinação dos módulos ou variações de desempenho entre painéis.
Entre as principais vantagens da tecnologia destacam-se:
Maior flexibilidade no posicionamento dos módulos fotovoltaicos;
Melhor desempenho em instalações com sombreamento parcial;
Monitoramento individual da geração por módulo;
Redução da quantidade de cabeamento em corrente contínua (DC);
Simplificação da infraestrutura elétrica e civil;
Facilidade de expansão futura do sistema;
Maior segurança elétrica devido à redução de tensões DC elevadas.
A utilização de microinversores também pode reduzir o tempo de instalação e simplificar a passagem de infraestrutura elétrica, especialmente em coberturas onde o acesso para descida de eletrodutos e cabeamento DC é mais complexo.
Por outro lado, alguns aspectos devem ser considerados na definição da solução mais adequada para cada projeto:
Dependência de sistemas de comunicação e monitoramento via internet;
Necessidade de configuração inicial de software e aplicativos de monitoramento;
Maior quantidade de equipamentos eletrônicos distribuídos na cobertura;
Em alguns casos, custo inicial superior em relação aos sistemas string convencionais.
A escolha entre microinversores, inversores string ou sistemas híbridos deve considerar fatores técnicos, arquitetônicos, operacionais e econômicos específicos de cada instalação.